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Tecnologia: vilã ou aliada da qualidade de vida?

Até o fim deste ano, haverá mais smartphones, tablets e notebooks do que gente no planeta, segundo um levantamento recentemente divulgado pela Cisco. A previsão de que o número de aparelhos móveis com acesso à internet vai superar o de pessoas em breve é especialmente espantosa se considerarmos que a rede 3G surgiu há apenas uma década.

A variedade de tais aparelhos também deve aumentar. O Google, por exemplo, distribuiu há algumas semanas para testes os primeiros protótipos de seus óculos com acesso à internet, o Google Glass. Se verificar e-mails ou se conectar à rede são tarefas cada dia mais simples, difícil vai ser ficar offline.

Inquestionável que tudo isso está mudando a forma como trabalhamos, mas as mudanças são boas ou ruins para o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho? Em uma pesquisa recente realizada em Hong Kong, 42,7% dos entrevistados destacaram os efeitos negativos da conectividade. A principal queixa foi a de que as pessoas sentem como se nunca “desligassem”, mesmo à noite ou de folga.

A tecnologia de fato facilitou a cultura do trabalho 24 horas por dia, sete dias por semana, mas essa prática também é alimentada por outros fatores. Cada vez mais globalizadas, as empresas interagem com diferentes e funcionários em fusos horários diferentes, e por isso, esperam que a equipe esteja disponível para ligações tarde da noite ou bem cedo. Além disso, a crise global forçou muitos funcionários a assumir tarefas adicionais – o que os levam a trabalhar mais horas por dia.

A culpa não é exatamente da tecnologia, que trouxe muitos benefícios para os trabalhadores, ajudando-os a equilibrar a relação trabalho e vida pessoal. A “nuvem” de informações, por exemplo, facilita o trabalho remoto, que, entre outras vantagens, ajuda os profissionais a economizar tempo no trânsito. Com a videoconferência, executivos evitam viagens longas e cansativas.

A tecnologia permite que as pessoas trabalhem em qualquer lugar, de onde possam ser mais produtivas. Não é coincidência, portanto, que os lançamentos de aparelhos como BlackBerry, em 2003, o iPhone, em 2008, e o iPad em 2010, tenham sido acompanhados por um grande aumento na demanda por espaços de trabalho flexíveis.

A flexibilidade em relação ao local de trabalho é boa para o profissional e, consequentemente, para a empresa, que ganham em produtividade. Por isso, essa tendência cresce no mundo todo. De acordo com um estudo recente da Regus, 41% dos entrevistados acreditam que suas empresas estão fazendo mais para ajudar os funcionários a reduzirem as longas viagens que faziam há anos, por exemplo. Os aspectos negativos da tecnologia móvel estão, portanto, mais ligados a problemas de gerenciamento.

A pesquisa acima citada com profissionais de Hong Kong mostrou também que as pessoas usam seus dispositivos móveis para trabalhar fora do horário de trabalho porque seus chefes ou clientes esperam isso delas. É claro que as pessoas podem precisar participar de teleconferências tarde da noite ou em um fim de semana, mas os esquemas flexíveis as ajudam justamente a equilibrar melhor as tarefas profissionais e o tempo livre.

Mas os próprios profissionais precisam pensar sobre os hábitos, Colegas e clientes podem facilmente nos contatar fora do horário porque já estamos conectados em nosso tablet e telefone, interagindo nas mídias sociais ou verificando os resultados do futebol. Ou seja, estamos mais propensos a ouvir o barulho de um e-mail chegando e respondê-lo. O remetente assume que estamos dispostos a trabalhar fora do expediente e nos bombardeará ainda mais no futuro. Ou seja, empresas e profissionais precisam aprender a lidar com o presenteísmo e usar a tecnologia a favor da produtividade e da qualidade de vida.

Fonte: Revista Você RH

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